Da touca à luvada

Foto: Daniel MarencoA estreia do Inter de Fossati não poderia ter sido melhor: 5 a 0 sobre o Juventude, hoje um time da terceira divisão. Mas até bem pouco tempo atrás, encarar o alviverde dava arrepios em qualquer colorado. Ou será que alguém esqueceu os inúmeros tropeços causados pelo time da Serra? Recordemos que a última derrota do Inter no Gaúchão foi justamente para o Juventude, na primeira partida da final de 2008 naquela bobeada do Fernandão aos 48 do segundo tempo.

Toda vez que o Inter jogava com o Ju escutava dos amigos: ó a touca, ó a touca. A mídia só falava na tal touca colorada. Mas eis que após a triunfal goleada de 2008, a touca deixou de servir. E na estreia do time de Fossati, a touca virou luvada. Uma sonora goleada para cima do fraco time de Caxias.

De positivo ficaram as ideias táticas de Fossati e seu 3-6-1, ou 3-4-1-2 como definem alguns. A nomenclatura é o que menos importa. Mas sim o fato que o técnico uruguaio armou um esquema que privilegia as virtudes de Kleber, um dos mais técnicos da equipe. Neste sistema, o lateral ficou liberado para se somar aos meias na tarefa de criação e assim, retomar as virtudes que o levaram à seleção: a chegada a frente.

Enquanto esteve em campo, D’Alessandro armou, brigou, tabelou. Cumpriu a tarefa que se esperava. Taison teve intensa movimentação e voltou a marcar, numa bela troca de passe com Giuliano. A meu ver, o meia é hoje o melhor jogador do Inter. Apesar de ser reserva de Fossati, caem sobre ele as maiores expectativas para 2010.

O Inter de 2010 tem a cara do uruguaio: um time aguerrido, que chega fácil à frente e com alas que apóiam o tempo todo. Domingo tem Gre-nal, o verdadeiro teste de fogo deste time que voltou a encantar nesta quarta-feira.

Marchezan acompanha Fetag na apresentação de sugestões para ajuda aos municípios atingidos pelas chuvas

Foto: Pedro Barbosa

Reunião foi realizada na Casa Civil

O deputado estadual Nelson Marchezan Júnior (PSDB) e o presidente da Fetag, Elton Weber se reuniram, na manhã desta segunda-feira (11), com o secretário da Agricultura João Carlos Machado e à tarde, com o chefe da Casa Civil, Otomar Vivian. Em pauta as sugestões da entidade para auxílio às famílias e aos agricultores atingidos pelas chuvas no RS.

Weber apresentou ao secretário as propostas da entidade para atendimento aos atingidos pelas enxurradas. O principal ponto tratado foi sobre a liberação de recursos subsidiados para a reconstrução da infraestrutura das propriedades, aquisição e reforma de maquinários e recuperação do solo.

Marchezan sugeriu uma edição da “Rua da Cidadania Emergencial”, onde serão confeccionadas documentos de forma gratuita e serviços básicos e emergenciais que o Estado pode prover. Também falou sobre recursos a fundo perdido, para que a prorrogação de financiamentos e a concessão de novos não seja o próximo problema destes agricultores.

A diretora de relações institucionais da Secretaria de Justiça e Desenvolvimento Social, Nadine Dubal, que representava o secretário Fernando Schüler, apresentou a proposta de repasse dos recursos através de um convênio entre Estado e Município através do Fundo Estadual de Assistência Social e do Fundo Municipal de Assistência Social, diretamente.

Sobre a disponibilização de sementes para que os agricultores possam replantar as lavouras, Machado garantiu que há sementes suficientes para nova abertura do programa Troca-troca de sementes.

Otomar acolheu as propostas apresentadas. “É preciso liberar imediatamente os recursos para os municípios atingidos.”

Também participaram da reunião na Casa Civil o secretário da Agricultura, João Carlos Machado, a secretária Geral do Governo, Ana Maria Pelini, o subchefe da Defesa Civil, major Aurivan Chiochetta e os diretores da Fetag, Adilson Carlos Metz, Mário Elo Jrutzmacher e André Kampf.

Fantasmas do Passado – Capítulo 17

Chiclete, Mixirica e Paraíba são surpreendidos pela abordagem da polícia. Os meliantes ainda negociavam a proteção a Chiclete quando Heitor invadiu o casebre. A petrificação, comum a quem é surpreendido, tomou conta dos bandidos.

- Ninguém se mexe. Tá todo mundo em cana. – gritava incessantemente Heitor.

A reação ocorre instantes depois. Num descuido do detetive, Chiclete consegue se esconder atrás de um armário da cozinha. Finalmente o plano arquitetado pelo pistoleiro estava sendo posto em curso. Uma vez iniciado, não teria como parar.

A esta altura, Mathias e Anisha já estão no casebre. Paraíba e seus comparsas engatilham as armas e as apontam para os policiais.

- Tamo na paz mêrmão. Não queremos confusão. – falou Paraíba.

- Que tu ta fazendo aqui? Qué morre vacilão? – perguntou Mathias.

- Tu sabe que meu negócio é outro. To aqui porque o truta ali me chamou.

- O Mixirica te chamou?

- É. To de boa.

- E essa merda aqui? É tua? – gritou Mathias, no instante em que dá um pontapé na mesa, que está cheia de pó. Algumas carreiras já estão prontinhas para cheirar.

- Não sei nada disso não, chefia. – respondeu Paraíba.

Os ânimos começam a se acirrar no casebre. Chiclete vê ali uma oportunidade de ouro. Levanta-se e atira em Paraíba. O tiro acerta a cabeça do traficante, que cai morto na hora. Atordoados, os capangas de Paraíba disparam para todo o lado. A tensão só aumenta com a chegada de Petrucci e o restante do batalhão. Eles aniquilam sem demora os três capangas de Paraíba. Um deles cai morto ao lado de Mixirica, que estava escondido atrás do sofá velho. O meliante, ainda sob o efeito da droga, se levanta e parte para cima de Mathias. O detetive dá um único tiro, no peito de Mixirica, que cambaleia. Antes de cair, Mixirica descarrega sua arma em Mathias. Cinco tiros acertam o detetive, que cai morto no chão. Mixirica ainda agoniza, mas a morte é só uma questão de tempo.

Chiclete vê-se encurralado na cozinha do casebre. De um lado, Heitor. De outro, Petrucci e o esquadrão da polícia. O plano do pistoleiro teria sido perfeito: ele mataria Paraíba e Heitor, tomaria a favela e seria o novo chefe do tráfico no Morro da Cruzeiro. O que Chiclete não contava era com a presença do esquadrão liderado por Petrucci. A surpresa ocasionada pela perspicácia de Heitor estava colocando o plano de Chiclete em risco. Ele estava encurralado. Não tinha para onde fugir. Não queria continuar a se esconder. Precisava matar Heitor. E ia ser agora.

A tempestade

A chuva caía do lado de fora do trem. Era como se há séculos não chovesse. A fúria das águas inquietava-me. Trovoadas irrompiam o barulho dos vagões do trem. À medida que a locomotiva ia percorrendo seu trajeto, a paisagem mudava. E as pessoas também.

Eu estava no último vagão, como de costume. Vestia um moletom azul com listas verdes e uma bermuda de brim velho. Estava encharcado pela chuva que teimava em cair. Meu destino: a última estação, em São Leopoldo.

Quase na metade do percurso, de aproximadamente uma hora, ela embarcou. Na estação Canoas, se me lembro bem. Confesso que mal reparei na garota, de princípio. Mas, à medida que os trilhos iam sendo deixados para trás, notava que havia algo incomum naquela mulher, que aparentava ter cerca de 30 anos. Esguia e de pele clara, os cabelos vermelhos teimavam em se rebelar, devido à tempestade.

Ela vestia um casaco de lã, ensopado. As calças, assim como minha bermuda, eram de brim. Usava um sapato marrom, daqueles que as mulheres adoram. A mulher segurava um guarda-chuva azul entreaberto, rente as pernas. O balançava compassadamente, como se tocasse uma melodia: a canção da alma.

Seus olhos tinham uma cor azul clara, límpidos como as águas do mais escondido dos rios. Olhavam serenamente para o nada. A mulher não sorria, mas sua expressão dizia o contrário. Transparecia uma felicidade plena, como se seus pensamentos estivessem voando.

À medida que começava a observar com mais atenção aquela mulher, via que ela estava feliz. Seus olhos transluziam uma alegria que há muito não via em alguém. Era como se ela estivesse revendo em sua memória um maravilhoso filme. Seria algo que ocorrera há bem pouco tempo? Ou uma lembrança de muitos anos que ela recordava em seu momento cordial? Não sabia dizer ao certo.

Confesso que aquela cena me intrigou. Comecei a idealizar o que ela estaria pensando. E como num passe de mágica, transportei-me imediatamente para os confins do imaginário. Viajei a tal ponto, que me tornei espectador da película de vida daquela mulher. A chuva dava um tempero especial à cena.

A mulher estava no parque. Sentava ao lado de seu amado, junto ao pé de uma árvore. Riam como nunca. Trocavam carícias amorosas enquanto dividiam uma maçã do amor. Ele mal conseguia comer, devido ao aparelho recém colocado nos dentes.

Enquanto observava a cena, dava-me conta de quão belo era o lugar onde estava. A paisagem era linda. O parque era rodeado por árvores tropicais, que contornavam um lago de águas turvas. Devia ser primavera, pois o cheiro de jasmim e as árvores floridas completavam a sensação de paz no lugar. Consegui identificar rosas, hortênsias e margaridas. O filme era antigo. A mulher aparentava ser mais jovem que o rapaz. Deviam estar próximos à casa dos 20 anos, recém saídos de uma adolescência rebelde.

O rapaz, como mal conseguia morder a maçã, precisava recorrer sempre ao auxílio de sua amada. Ela delicadamente mordia a base açucarada da maça do amor e dava a ele, na forma de um beijo doce. A cada mordida, um longo e demorado beijo acontecia.

Ao ver o terceiro beijo enlambuzado, confesso que senti ciúmes do rapaz. Mas logo passou, de tão impressionado que eu estava. Desprendi meus olhos do casal para voltar-me ao fundo da cena onde, o sol começava a findar. Seria aos poucos substituído por uma lua cheia.

O trem pára. E como num passe de mágicas, meus pensamentos regressam das lembranças daquela mulher. Ela continua lá, sentada e olhando para o nada. Incrível. Creio que a mulher teria ficado ali a tarde inteira, recordando.

A chuva continua forte. Mais pessoas entram e saem do trem, que retoma seu trajeto. Na estação seguinte, a mulher deixa a película em que estivera envolta. Retorna a realidade e, pela primeira vez sorri. Um sorriso angelical, como se tivesse despertado de um lindo sonho.

O trem para novamente. A mulher pega suas coisas e respira fundo. Abre o guarda-chuva e sai do trem, desaparecendo na penumbra.

Site aborda aumento de salários dos servidores no RS

Quem deve ter reajuste? Com esta pergunta, os internautas estão sendo convidados a dar a sua opinião no site Justiça Salarial, que entrou no ar no domingo. Com uma linguagem simples e acessível, a enquete incita os visitantes a escolher quem deve ser beneficiado com reajustes salariais no RS. Traz ainda uma tabela com o salário inicial e final de diversas categorias e um espaço para comentários.

O site foi organizado pelo deputado estadual Nelson Marchezan Júnior que viu no site a possibilidade dos gaúchos se posicionarem sobre este tema que está gerando polêmica no RS. “A transparência tem sido um dos principais focos do meu mandato. O que tenho defendido é que os aumentos salariais sejam prioritariamente para os que têm os salários menos justos”, disse Marchezan.

Fantasmas do Passado – Capítulo 16

- Não vou esperar o reforço chegar. Vou entrar de uma vez…

- Calma Heitor! Vamos esperar Petrucci e Anisha chegar. – Falou o chefe Mathias, no mesmo instante em que segurava Heitor pelo braço.

- Vou entrar. Tu ficas de vigia.

- Espera. Vamos ver onde Anisha está. Não vou deixar tu entrar lá sozinho.

- Tá bom. Liga pra ela então.

Mathias pega o celular e disca o número de Anisha, que atende sem demora. A detetive não estava muito longe do casebre. Cinco minutos são suficientes para que ela se juntasse aos dois detetives.

- O que eu perdi? – questionou Anisha.

- O Paraíba entrou no casebre com mais três caras. Já faz uns dez minutos que estão lá. – respondeu Heitor.

- Heitor acha que o Chiclete também está lá dentro. – interrompeu Mathias.

- Paraíba e Chiclete juntos?

- Só pode ser ele. A troco de quê o Paraíba ia estar se expondo à esta hora? É coisa grande. E com a grana que o Chiclete tá, só pode ser ele.

- Tu não achas que está meio paranóico? Tu queres tanto pegar esse cara. Mas daí a pensar Chiclete e Paraíba juntos. Não faz sentido.

- Faz sim Anisha. E se a gente bobear, perderemos os dois. Vamos invadir.

- O reforço chega em dez minutos. – falou o chefe Mathias.

- Não vou esperar. Vocês vêm comigo ou não?

- Sim. Estamos contigo.

Heitor conta seu plano de invasão à Anisha e Mathias. A detetive iria com Heitor pela frente, enquanto que Mathias entraria pelos fundos.

- Se o Chiclete estiver com eles, deixa pra mim. Eu quero prender o safado.

Plano traçado era hora de começar a executá-lo. O que ocorreria três minutos depois. Os policiais cercam o casebre e preparam a invasão. Heitor sinaliza para Mathias, dizendo que vai invadir o casebre. O pontapé na porta é o indicador do início da operação.

- POLÍCIA! É A POLÍCIA! Ninguém se meche. Se alguém se mover leva bala.

Rodada final do Brasileirão ganha ares de Gre-Nal

Torcida gremista está dividida se o time deve ou não entregar o jogo no Maracanã

O mais emocionante Campeonato Brasileiro dos últimos anos entra em sua rodada decisiva neste final de semana. Desde que surgiu, em 2003, a disputa do certame por pontos corridos sempre foi contestada. Muitos diziam que um campeonato sem mata-mata não tinha graça. Que só iria beneficiar os grandes. Claro que as equipes com mais recursos tem certa vantagem. Contudo, penso que vence a equipe que melhor se preparar. Não é só o dinheiro que conta. O Avaí está aí para provar que é possível montar uma boa equipe com recursos limitados. Sem contar a média de público, que bate novos recordes a cada rodada.

Mas quem diria que o Brasileiro dos pontos corridos chegaria à última rodada com quatro equipes ainda na disputa do título? Há pouco mais de duas semanas (três rodadas), sete entre sete comentarias esportivos apontariam o São Paulo com a mão na taça, o Flamengo em ascensão e o Inter como no máximo almejando vaga a Libertadores. Os matemáticos davam 80% de chances do tricolor paulista faturar o tetra. Mas eis que eles estavam errados, mais uma vez. A disputa está tão acirrada que nenhuma das equipes conseguiu disparar. O Palmeiras, que liderou boa parte do segundo turno está aí para provar o contrário. Nem vou comentar muito o Fluminense, que estava condenado à segunda divisão e depois de enfileirar bons resultados deixou a lanterninha e só precisa de um empate para escapar do rebaixamento.

Teorias à parte, este é o campeonato mais nivelado dos últimos anos. Nenhuma equipe conseguiu apresentar futebol suficientemente convincente para disparar. Eu considero que, apesar de emocionante, o Brasileirão 2009 é nivelado pelo baixo nível técnico. Ou você ousaria apontar um grande time este ano? Eu não. No início da competição, os especialistas apontavam três times com estas possibilidades: São Paulo, Corinthians e Internacional. Mas me diga leitor, qual destas equipes despontou? O Inter, que apresentou o melhor futebol do Brasil no início do ano, onde passeou no Gauchão, não conseguiu nem de perto repetir as apresentações do início da temporada.

O Flamengo é o franco favorito para levantar o caneco. Atual líder do Brasileiro, com 64 pontos, o alvinegro só depende de suas forças para se sagrar campeão. Encara o Grêmio no Maracanã e uma vitória basta para ser hexacampeão. Já o Internacional está em segundo lugar, com os mesmos 62 pontos de São Paulo e Palmeiras. Como tem uma vitória a mais, o colorado só precisa vencer seu confronto contra o Santo André e torcer por ao menos um empate do Flamengo para chegar ao tetracampeonato.

A rodada final do Brasileirão ganhou ares de Gre-Nal. Quem diria que o tricolor iria decidir o campeonato? O Grêmio, que não tem mais chance de ser campeão, pode dar de bandeja o caneco para o arquirrival. Para isso, só precisa que a partida no Maracanã termine como começou, com um empate.

Ano passado, a situação era inversa. Era o Grêmio quem disputava o título. A poucas rodadas do fim, um Internacional em crise encarou o São Paulo no Morumbi. Uma vitória colorada poderia ter tirado o tricolor paulista da disputa e dado ao tricolor gaúcho a chance de título. Naquela época escrevi aqui, neste mesmo espaço uma crônica questionando se o colorado devia ou não ajudar o Grêmio. E seguindo aquela máxima de que nada como um dia após o outro, hoje é o Inter que precisa da ajuda do Grêmio. Será que a torcida colorada vai receber um presente tricolor neste domingo? A torcida gremista já se manifestou: não aceita nada menos do que o Grêmio fez durante todo o campeonato fora de casa: derrota. Ou você tem dúvida que o time mais copeiro do Brasileirão vai ganhar logo agora? Menos mal que um empate basta.

O Souza já adiantou: se dependesse dele fazia corpo mole. E é isto o que a torcida gremista espera do time. Inclusive preparou faixas para incentivar seu time a entregar o jogo no Maracanã. Mas penso que rivalidade Gre-Nal à parte, os jogadores precisam ser profissionais e jogar com dignidade. O resto é choro de torcedor.

Marchezan recebe Mérito Lojista Personalidade Política do Ano

Marchezan Júnior, Marchezan Neto e Nadine Dubal

O deputado estadual Nelson Marchezan Júnior (PSDB) recebeu o Troféu Personalidade Política 2009, na noite desta terça-feira (01), durante a entrega da 22ª edição do Prêmio Mérito Logista. A cerimônia de premiação ocorreu no Salão São José, no Hotel Plaza São Rafael, em Porto Alegre. Este é o segundo prêmio que o deputado recebe em 2009.

Promovido pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul – FCDL/RS, o evento homenageou empresas e personalidades que se destacaram durante o ano. As 42 empresas e as oito personalidades foram escolhidas através de votação realizada entre os 142 CDLs do Estado.

Ao agradecer o reconhecimento, Marchezan afirmou que nada tem maior repercussão social na sociedade do que o empreendedorismo. “Estou honrado em receber esta homenagem dos empreendedores lojistas do RS.”

Em setembro, Marchezan recebeu o Prêmio Springer-Carrier Associação Riograndense de Imprensa 2009, como destaque na área de economia, por seus projetos e pela atuação como presidente da Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa.

A fragmentação da cultura de massa

O jornalismo como conhecemos hoje não será o mesmo amanhã. Com o advento das novas tecnologias, a comunicação está mudando de uma forma inimaginável décadas atrás. O homem passou a interagir de outras formas. Vivemos uma época de desterritorialização do conhecimento. MacLuhan, em sua teoria da aldeia global previu há décadas este processo. O filósofo imaginou um mundo onde o homem deixaria de se relacionar no mundo real, passando a desenvolver inter-relações no simulacro. O processo reduziria o homem ao conceito de aldeia, através dos nichos. Tal conceito chamou de “aldeia global”.

Décadas depois, com o surgimento do www no início dos anos 1990, a aldeia global passou a ser algo tangível. Mas é na primeira década do século XXI, com o desenvolvimento da internet e o aumento de velocidade de banda, que o processo começa a mudar realmente. Mas isso significa que o homem não iria mais viver em sociedade? Ao contrário, o ponto principal em relação ao passado é que o homem começa a deixar a cultura de massa, para se interessar pela cultura de nicho.

Chris Anderson descreve esta fragmentação do conhecimento em seu livro “A Cauda Longa“. A teoria aborda este processo onde as pessoas, que até então se utilizavam dos meios de comunicação de massa, migram para a cultura de nicho, através de canais especializados, blogs e tudo aquilo que lhe interessar na web. Para Anderson, as pessoas não mudaram, pois a sociedade sempre foi fragmentada. O que mudou foi a tecnologia de acesso à informação e isto sim, fez com que as pessoas alterassem seus hábitos de uso dos meios de comunicação.

Em síntese, a teoria da Cauda Longa pode ser definida como a mudança da cultura dos sucessos para a cultura dos nichos. Antes desta multiplicidade de escolhas, as pessoas só tinham acesso àquilo que conseguia ultrapassar o funil da seleção do espaço na mídia. Tomemos como exemplo a música. Os arrasa-quarteirões são o modelo tradicional onde a indústria cultural sempre definiu o que era bom ou ruim. O conceito geral era o seguinte: se toca no rádio é música de qualidade. Se não toca, nem merece reconhecimento. Este pensamento causava homogeneização. Então, a música produzida que se encaixasse neste conceito padronizado era veiculada. Todo o resto, que abrange quase 90% da música produzida era simplesmente esquecido.

Mas e o cidadão? Não tem o direito de decidir ouvir o que gosta? E todas aquelas bandas que não conseguem produzir um sucesso. Suas músicas são realmente ruins? Como poderemos saber se não temos acesso a elas. A resposta está no desenvolvimento da internet e na redução do custo da produção de conteúdo. As ferramentas disponíveis atualmente possibilitam que qualquer pessoa possa ter um mini estúdio em casa. Isso possibilitou que diversas bandas, que não tiveram espaço na cultura dos sucessos arrasa-quarteirões, gravassem suas músicas e as disponibilizassem no universo online.

Com estas novas possibilidades, a escolha da decisão passou para as nossas mãos. Com um simples clique com o mouse, ou através de uma pesquisa no Google, podemos saber quase tudo sobre o que nos interessar. Recorrendo novamente à música como exemplo, observo a banda paulista “O Teatro Mágico“. Há seis anos, a trupe liderada por Fernando Anitelli é uma das precursoras no Brasil do movimento Música Para Baixar (MPB). Além de divulgar seu trabalho, o grupo tem por intuito promover o debate entre as bandas nacionais, fazendo com que elas se desenvolvam neste novo mercado, que é a internet, deixando de ser dependentes das gravadoras.

Até aí tudo bem. O TM conseguiu compreender a segmentação e buscou se inserir neste novo processo midiático. Já arrebata milhares de fãs por todo o país. As pessoas podem baixar gratuitamente suas músicas no site da banda. Mas como eles chegaram a este patamar? Foi através da divulgação boca a boca, dos blogs, sites de conteúdo. O Teatro Mágico nada mais é do que um reflexo da Cauda Longa da música. Não fazem sucesso suficiente para ser um modelo arrasa-quarteirões. Mas se utilizam bem da internet para promover seu trabalho na cultura de nicho.

O som que agrada aos meus ouvidos pode não agradar aos da pessoa ao meu lado. Neste ponto, a grande mudança se dá na possibilidade de escolha e aos caminhos inimagináveis que a internet pode nos levar. Ou você tem alguma dúvida de sem a produção independente na internet iria conhecer o Teatro Mágico ou os Móveis Coloniais de Acajú? Nos dois casos, música de qualidade em cultura segmentada.

O jornalismo online desempenha um papel fundamental neste processo. É cada vez maior o número de sites e blogs especializados que se destinam a discorrer sobre a cultura dos nichos. Estes universos não possuem um público tão denso como a grande mídia. Mas juntos, são uma nova força tão importante quanto. Os blogs especializados são o que há de mais atual em Cauda Longa no jornalismo. É lá onde as pessoas têm ao seu alcance opiniões, comentários e sugestões sobre o que não consegue ser inserido na cultura de massa. E que, necessariamente, pode ser bom ou ruim. A diferença é que nós é que decidimos filtrar o que é de nosso interesse.

Marchezan propõe lei de incentivo a saúde

O deputado estadual Nelson Marchezan Júnior (PSDB) protocolou na última segunda-feira (16), um projeto de lei de incentivo à saúde no Estado. O projeto foi apresentado aos prefeitos durante palestra do parlamentar na 1ª Marcha Gaúcha dos gestores municipais, que ocorreu no Auditório Dante Barone, na Assembleia Legislativa.

Assim como ocorre na Lei de Incentivo à Cultura e na Lei da Solidariedade, ao invés de pagar o ICMS, as empresas poderão compensar 100% do valor investido em projetos focados em saúde básica e atendimento especializado. A proposta de Marchezan vai dar mais liberdade aos municípios para definir a utilização dos recursos. Adequados à cada realidade, os projetos serão aprovados e fiscalizados pelas Secretarias Municipais de Saúde, pelos Conselhos Municipais de Saúde e pelo Colegiado de Gestão Regional (COGERE).

Para Marchezan quem ganha com o projeto é a população, que poderá ver mais rapidamente estes recursos serem investidos na saúde local. A proposta do deputado vai possibilitar aos municípios trabalhar de forma criativa, com mais fiscalização, fortalecendo a saúde no Estado.

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