Arquivo de novembro \30\UTC 2011

Fim da era Roth: era melhor mudar?

O que era uma tendência tornou-se realidade na tarde desta terça. Celso Roth não continua no Grêmio em 2012. Em entrevista coletiva realizada depois do treino no Olímpico, o treinador confirmou que o Gre-Nal será seu último jogo no comando do time gremista. Antes mesmo de abrir espaço às perguntas, Roth anunciou a sua saída:

— Vou cumprir meu contrato com o Grêmio, que vai até 31 de dezembro de 2011. E quero dizer também que não continuarei ano que vem. Foi uma decisão tomada em conjunto com a diretoria do Grêmio. Meu procurador teve uma reunião ontem e desde antes estava definida minha posição. Quero agradecer à torcida, à direção e ao grupo de jogadores. Essa é uma decisão minha, profissional, e estou colocando publicamente — disse.

Em sua quarta passagem como treinador do Grêmio – as outras ocorreram entre 1998 e 1999; em 2000; e entre 2008 e 2009 –, Celso Roth se despede após apenas quatro meses. Contratado em 4 de agosto de 2011 para afastar o risco de rebaixamento tricolor, o treinador oscilou bons e maus resultados. Em 24 partidas foram 10 vitórias, quatro empates e 10 derrotas.

Roth nunca foi unanimidade entre os gremistas. Não havia consenso na diretoria, muito menos na torcida. Era notória a divisão entre Pelaipe e Odone. Há dias era especulada a sua saída. Hábil estrategista, o treinador conquistou reconhecimento nacional formando equipes sólidas defensivamente. Foi assim com o Inter campeão da Libertadores em 2010. No Grêmio, curiosamente, o treinador que tem fama de retranqueiro e montou um esquema 4-2-3-1, não conseguiu repetir o feito. O Grêmio é um saara no ataque e um oceano na defesa. Com zagueiros lentos o time sofreu muitos gols e, com isso, deixou escapar resultados importantes.

Sem respaldo da direção e muito menos apoio da torcida, Celso Roth não esperou o desfecho do Gre-Nal 389 para definir seu futuro. Para ele, 2012 começou hoje, com o anúncio da despedida.

Caio Júnior (recentemente demitido do Botafogo), Nelsinho Batista (está no Japão e quer voltar para o Brasil) e Vanderlei Luxemburgo (no Flamengo) são os principais nomes especulados. Mas cá pra nós dos três acima citados, ainda fico com Roth.

Em 1997, o Inter perdeu um jogo para o Veranópolis pelo Gauchão e era treinado pelo mesmo Celso Roth. A pressão pela saída do técnico era praticamente insustentável quando o então presidente Pedro Paulo Záchia pronunciou a frase que entrou para o folclore do futebol gaúcho: “O Inter muda não mudando”. Passado algum tempo, o Inter não só venceu o certame daquele ano, como aplicou a maior goleada em Gre-Nal dos últimos anos: 5 a 2. Futebol não é uma ciência exata. Porém, precisa de tempo para colher resultados do trabalho.

A procura de um sonho

A história de Benjamim (Selton Mello) e Valdemar (Paulo José), dois palhaços que formam a dupla Pangaré e Puro Sangue é contada no filme O Palhaço. Eles vivem pelas estradas divertindo as pessoas Brasil afora. A cada cidade, a lona do Circo Esperança é levantada e a trupe circense faz a alegria da meninada.

Entretanto, o filme não deixa de ser contraditório. Aquele que faz tanta gente rir, que é tão engraçado, não consegue mais achar graça de si mesmo. Por isso, Benjamim, um palhaço sem identidade, CPF e comprovante de residência, deixa sua família e resolve viver uma aventura atrás de um sonho.

Segundo longa metragem de Selton Mello, O Palhaço foi orçado em R$ 5milhões. Já teve mais de 1 milhão de expectadores, com renda acumulada de quase R$ 10 milhões. O elenco conta com as participações de Ferrugem, Jorge Loredo e Moacyr Franco.

O sucesso nas bilheterias pode ser atribuído a uma fórmula simples: as pessoas estão sempre querendo realizar um sonho. Pode ser a compra de um carro, uma casa. Ou mesmo, como Benjamim, que só queria comprar um ventilador e voltar a sorrir. O que importa, não é buscar, mas saber o que buscar.

“O rato come o queijo, o gato bebe leite e eu… Sou palhaço”. E você, já sabe o que é?

O Palhaço é um filme surpreendente. Não deixe de assistir.

Anastasia: “O poder público pode e deve ser eficiente”

O governador de Minas Gerais, Antonio Augusto Junho Anastasia (PSDB), participou nesta quarta-feira (9) da reunião almoço Tá na Mesa da Federasul. Em palestra aos empresários gaúchos sobre Federação e Gestão Pública, Anastasia falou sobre as ações desenvolvidas em Minas Gerais, onde realiza um governo focado em metas e resultados.

“O poder público pode e deve ser eficiente. Precisa ter o tamanho necessário para apresentar serviços como, por exemplo, saúde e educação. Mas o que significa? Que eficiência é o desafio dos dias de hoje. Eficiência de ser governo”.

Além disso, o governador defendeu a descentralização dos tributos para gestão federativa, oportunizando maior autonomia e independência financeira aos Estados e Municípios. Anastasia afirmou que a conquista de investimentos em Minas Gerais é resultado de um conjunto de ações que vem sendo desenvolvidas desde a gestão de Aécio Neves. “Nosso diferencial se deve, sobretudo, à infraestrutura, logística e capital humano de qualidade. Estamos focados na geração de empregos, movimentando a economia”.

O governador alerta que existe uma grande disputa de investimentos entre os Estados, através de incentivos fiscais. Principalmente pela falta de uma política nacional de desenvolvimento adequada. “Não adianta nada gastar milhões com programas de desenvolvimento, se não houver uma gestão com metas”, afirmou.

 

Encontro de governadores

Antes da palestra na Federasul, Anastasia, juntamente com o presidente estadual do PSDB, o deputado federal Nelson Marchezan Júnior e os deputados estaduais Jorge Pozzobom e Zilá Breitenbach, foi recebido no Palácio Piratini pelo Governador do Estado, Tarso Genro. No rápido encontro conversaram sobre questões como reforma tributária, equilíbrio de receitas e despesas.

Foco nas eleições municipais

Durante entrevista coletiva, realizada antes da palestra na Federasul, Anastasia afirmou que o PSDB está focado nas eleições municipais de 2012 e em fortalecer a postura do partido como oposição.

Questionado se Aécio Neves seria o candidato a presidente em 2014, ele ressaltou o foco do PSDB nas eleições municipais, que fará com que se discuta localmente as bandeiras nacionais. “Em 2013 colheremos o rescaldo de 2012. Só então discutiremos a presidência. Aécio teve um excelente trabalho como governador, mas como ele mesmo diz: – ser presidente não é projeto, é destino’. Ainda tem muita coisa para acontecer até lá”, concluiu.


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