Ao analisar o que fez com que o Internacional voltasse a jogar o futebol que o levou a ser apontado como um dos favoritos ao título no início do Campeonato Brasileiro, veremos que muitas considerações podem ser feitas. A principal delas é que Kleber está jogando o futebol que o levou à Seleção Brasileira e que até então não havia apresentado no Colorado. O ingresso de Fabiano Eller deu a tranquilidade necessária para que o lateral exibisse sua maior qualidade, que é o apoio.
O retorno D’Alessandro em grande estilo, além do ingresso de Edu e Marquinhos, também contribuíram para esta nova arrancada. O fato é que o técnico Tite voltou a ter boas opções para escalar a equipe. A manutenção de Giuliano como titular é mérito do treinador. É dele o papel que outrora era de Magrão, organizando o lado direito. O grupo colorado voltou a ser forte.
O renascimento do Inter na competição passa pelo esquema 3-5-2. Mas quando tudo parece encaminhado, sempre surge uma dúvida. Com a volta de D’Alessandro em grande estilo, qual o melhor esquema para o Inter? O 3-5-2, com liberdade para Kleber? Ou a volta do 4-4-2, com o meio campo em losango, modelo do início do ano?
O Inter volta a campo neste domingo, contra o Avaí, na Ressacada. Tite já anunciou: vai voltar ao 4-4-2. Mas será que era mesmo hora de voltar a um modelo que parecia esgotado? Sem contar que neste esquema Kleber é um lateral mediano, ficando obrigado a marcar e desperdiçando sua melhor virtude, que é a infiltração pela ala.
Independente do esquema adotado, o Inter precisa vencer o Avaí se ainda sonha em lutar pelo título. A vitória mantém o colorado na vice liderança da competição.